Ao obstruir caminho de Moro para o STF, Bolsonaro o encosta na urna

Foto: Carolina Antunes/PR

Mesmo com o ministro da Justiça Sergio Moro negando interesse na vida política e declarando apoio publicamente a uma possível reeleição do presidente Jair Bolsonaro, sua popularidade tem crescido entre os eleitores brasileiros, conforme apontaram recentes pesquisas.

Fora da vida política, o grande sonho de Moro é ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), algo que ele já definiu que “seria como ganhar na loteria”.

Mas as articulações do chefe do Palácio do Planalto para obstruir os caminhos que poderiam levar o ex-juiz à Corte estão empurrando o ex-ministro na direção das urnas em 2020.

No sábado, Bolsonaro chegou a indicar o ministro palaciano da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, como “um bom nome para o STF”.  Antes, o presidente já havia manifestado o desejo de acomodar na Suprema Corte o “tremendamente evangélico” André Luiz Mendonça, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União.

De acordo com o colunista do UOL, Josias de Souza, o presidente demonstra que virou fumaça o aceno que fizera a Moro de premiá-lo na loteria das indicações para o Supremo.

O presidente estaria ainda, inclusive, desconfiado de uma participação do ministro na investigação contra seu filho, o senador Flávio. Para Bolsonaro, Moro deveria atuar de “maneira mais pró-ativa” para neutralizar o Ministério Público do Rio, que conduz as investigações na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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